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Orientações da equipe de enfermagem focam no controle e redução do contágio pelo novo coronavírus

O período de isolamento após a confirmação do diagnóstico de COVID-19 é tão importante quanto o próprio tratamento, uma vez que ajuda a proteger do contágio, pessoas do convívio social, incluindo familiares e amigos

O período de isolamento após a confirmação do diagnóstico de COVID-19 é tão importante quanto o próprio tratamento, uma vez que ajuda a proteger do contágio, pessoas do convívio social, incluindo familiares e amigos, afirma a presidente da Associação Segeam (Sustentabilidade, Empreendedorismo e Gestão em Saúde do Amazonas), enfermeira Karina Barros. Autoridades em saúde têm afirmado que o ideal é que haja um afastamento, por pelo menos 14 dias, após o início dos sintomas, que podem incluir dor de garganta, tosse, febre e dificuldades respiratórias, se assemelhando, por muitas vezes, aos de uma gripe comum. 

Ela explica que a equipe de enfermagem da Segeam tem atuado em instituições de saúde de Manaus, geridas pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam), denominadas unidades de ‘portas abertas’, como os Hospitais e Prontos-Socorros 28 de Agosto e João Lúcio, os maiores HPSs do Amazonas. Elas recebem pessoas que buscam por atendimento médico diante do agravamento dos sintomas da COVID.


Lá, além da parte assistencial, a enfermagem também auxilia na orientação aos pacientes internados e de alta médica hospitalar, assegurando que eles deixam a unidade com informações suficientes para manterem a si e aos seus familiares em segurança.

Entre as orientações, estão: manter o isolamento pelo período determinado pela equipe de saúde; deixar fora de casa os calçados usados na rua; usar máscaras ao sair de casa; usar álcool gel 70% sempre que precisar acessar ambientes coletivos, garantindo a higienização das mãos; ao voltar para a casa, tomar banho e deixar a roupa utilizada em um local seguro, evitando contato até a lavagem, entre outros.

O enfermeiro emergencista Marcos Paulo, supervisor da equipe de enfermagem da Segeam no HPS João Lúcio, na zona Leste de Manaus, explica que, ao receber alta, os pacientes também são orientados quanto ao uso das medicações prescritas e a separar materiais de higiene e utensílios de uso pessoal dos demais utilizados pela família ao retornar para a casa. As medidas podem ajudar a evitar a contaminação pelo novo coronavírus. “Talheres, copos, toalhas, tudo isso deve ser de uso exclusivo desse paciente. Também orientamos a evitar visitas de pessoas idosas, principalmente as que apresentam comorbidades, e que fazem parte do grupo de risco para a COVID-19”, explicou.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, ainda, que as medidas de proteção incluam lavar as mãos com água e sabão ou com desinfetantes para mãos à base de álcool; ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o cotovelo flexionado ou com um lenço – em seguida, jogar fora o lenço e higienizar as mãos.

Karina Barros, presidente da Segeam, alerta que cada caso é avaliado individualmente, pois há pacientes que demoram mais tempo para se recuperarem. Já outros nem chegam a apresentar sintomas, ou, após serem considerados fora do período de transmissão da doença, voltam a ficar sintomáticos, conforme relatado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS). Há, ainda, os que apresentam sintomas apenas 14 dias após o contágio,  o que demonstra a necessidade do uso de máscaras, mesmo por quem se considera saudável. 

“Para os que voltarem a apresentar os sintomas, o ideal é que consultem novamente um médico e retomem a chamada ‘quarentena’ de 14 dias”, destacou.